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Estrutura humanizada auxilia tratamento cirúrgico pediátrico em hospital SUS de Curitiba

Reformas para ampliação de centro cirúrgico e decorações com cores vivas e temática infantil ajudam a acolher pacientes no pré e pós-operatório

A necessidade de preparação para uma cirurgia, seja ela de baixa ou alta complexidade, pode ser uma experiência traumática para pacientes e familiares. No caso das crianças, esse momento pode ser ainda mais angustiante e o apoio do corpo médico e da estrutura hospitalar podem fazer a diferença. Foi com esse objetivo que o Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba (PR), adaptou suas estruturas para oferecer um ambiente mais acolhedor e aconchegante a esses pacientes. As obras, feitas em parceria com a PUCPR, incluíram a ampliação de uma sala do centro cirúrgico e a reforma de leitos de recuperação pós-anestésica. Os espaços ganharam decorações infantis para oferecer um atendimento mais humanizado às crianças e adolescentes que passam pelos corredores da instituição.

Em 2020, cerca de 6 mil atendimentos pediátricos foram realizados no hospital, e quase 730 crianças e adolescentes passaram por um procedimento cirúrgico. Mesmo não sendo um hospital referência em pediatria, o Hospital Cajuru é o principal do estado no atendimento de traumas em decorrência de acidentes de trânsito, com especialistas em ortopedia. De acordo com a coordenadora de Enfermagem do Centro Cirúrgico e Hemodinâmica do hospital, Lorena Pires Fontoura, mesmo sem possuir uma ala exclusiva para crianças, o Hospital Cajuru realiza muitos procedimentos pediátricos de ortopedia e otorrinolaringologia, todos 100% pelo SUS. “Nossos principais tratamentos são relacionados à amigdalectomia, adenoidectomia e microcirurgia otológica, no campo da otorrinolaringologia, e no tratamento de fraturas diversas relacionadas à ortopedia”, acrescenta Lorena.

Ainda segundo a coordenadora, cerca de 15% das vagas de cirurgias eletivas do hospital costumavam ser ocupadas por pessoas com idade inferior a 18 anos. “Devido à pandemia, esse número diminuiu para 1%, mas ainda é uma quantidade expressiva. Desta forma, decidimos redesenhar alguns ambientes para melhorar o atendimento e humanizar o período de internamento, desde o pré-operatório até o pós-cirúrgico, sem esquecer também de fornecer auxílio e apoio aos pais dessas crianças, que poderão aguardar seus filhos em salas mais espaçosas e confortáveis”, afirma Lorena.

Apoio no momento do susto

Esse foi o caso da estudante Maria Julia Martineli Vicente, de 14 anos. Em setembro do ano passado, ela passou por uma cirurgia no Hospital Universitário Cajuru após sofrer um acidente de bicicleta. A mãe de Maria, a artesã Elisangela Martineli da Silva, conta que, com a queda, a filha quebrou a clavícula e passou por duas cirurgias. “A clavícula da Maria quebrou em duas partes quando caiu da bicicleta. Na hora foi encaminhada para o Cajuru onde passou por uma cirurgia para colocar um fio no lugar e, agora em março, fez outra cirurgia para tirá-lo. Apesar do trauma, tudo foi muito tranquilo. A equipe médica nos manteve informados de todos os procedimentos realizados. Me senti muito tranquila e acolhida enquanto esperava pela minha filha no centro cirúrgico. E a estrutura pensada nas crianças fez total diferença nesse processo, tanto pra mim quanto para a Maria Julia”, comenta a mãe.

Além da ampliação de ambientes e da decoração com desenhos, a reforma no centro cirúrgico do Hospital Cajuru também contou com a troca de pisos e pintura de paredes com cores vivas e chamativas.


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